Ashtánga sádhana

Post por admin no dia 30 September, 2009, às 20:18

ashtánga+yantra

Recebemos este texto que merece ser compartilhado com você.

Por Cláudia Dutra – Sádhaka da Unidade Savassi – Belo Horizonte

Venha! Embarque e usufrua ao máximo de tudo de bom que a principal ferramenta do Método DeRose pode trazer à sua existência.

Encontre o melhor lugar para desenvolver a sua prática. Crie disponibilidade interior para essa vivência e sintonize. Sinta brotar de suas mãos, através do gesto reflexológico que executa, o acolhimento dessa filosofia milenar. Permita-se a receber, por cada poro do seu corpo, qualidade de vida e bem-estar.

Agora, expanda essa vitalidade e vontade, transmitindo-as ao local que o(a) acolhe, ao grupo com o qual partilha essa experiência, ao instrutor que ministra a prática e a todos os mestres e discípulos que permitiram que os ensinamentos dessa cultura ancestral chegassem até você. Sinta-se grato pelas pessoas que você tem junto de si e pela vivência que experimenta. Seja grato e alegre pela Vida, em si.

Exteriorize essa alegria por meio da vocalização de sons e ultra-sons que visam a desobstruir os meridianos por onde circula a energia vital em seu organismo. Interiorize-se com a vocalização do som universal mais poderoso: ÔM.

Agora, sinta o oxigênio fluir por suas narinas. Estabilize sua respiração com um ritmo coordenado, transformando-a numa dança fluida que percorre cada célula do seu ser, sob a forma de estrelas de energia que potencializam a vitalidade de cada partícula que forma você. Observe, a esta altura, as sutis alterações em sua freqüência cardíaca e em seus estados de consciência.

Execute com a devida consciência a purificação das mucosas, percebendo como é possível sentir, de dentro para fora, o trabalho de limpeza que se processa em você.
Que tal? Sente-se bem? Pois isso é só o início.

Trabalhe agora seus corpos físico, mental e emocional através da técnica orgânica. Sinta os vórtices de energia que se interconectam por meio de linhas de força que existem em seu corpo, mentalizando que cada músculo, artéria e tendão são seus cúmplices nos objetivos que o seu corpo se propõe atingir. Após tomar consciência da satisfação proporcionada por cada conquista sua, supere-se, dando o seu melhor (não só no sádhana, mas também e principalmente na vida).

Maravilha! Agora, descontraia e deixe que o corpo assimile, até na intimidade das suas células, tudo aquilo que, depois de filtrado, pretende guardar consigo.

Por fim, aquiete a sua mente, estabilize a sua consciência, e sinta desabrochar a sua flor de lótus. Uma flor cujas pétalas expandem auto-suficiência, saúde, bem-estar, conforto e satisfação.
Abra os olhos, sorria para a vida e lance as suas pétalas em direção ao sol.

Boa Viagem!
 SwáSthya!


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Post por admin no dia 22 September, 2009, às 13:27

super ashtánga sádhana

Mudrá

Post por admin no dia 22 September, 2009, às 13:22

shiva mudráPor Daniel De Nardi

Os mudrás – gestos do Yôga – são a primeira ferramenta que o iniciante tem acesso dentro do ady ashtanga sádhana. Dependendo do objetivo podem ser classificados como reflexológicos, simbólicos ou magnéticos.

Reflexológicos: Quando estão associados a algum estado de consciência específico. Por exemplo, o Shiva mudrá, que produz, mesmo no praticante iniciante, introspecção e identificação com as origens do Yôga.

Simbólicos: São os gestos que simbolizam algo, como um animal ou algum ser mitológico. São repetidamente usados nas danças indianas para ilustrar melhor as histórias que a bailarina conta com seus movimentos. É o caso do Brahma mudrá, que simboliza Brahma, o criador, ou mayura mudrá que representa um pavão e muitos outros.

Magnéticos: Quando os gestos observam o magnetismo da natureza. Como o jñaná mudrá que de dia é feito com as palmas voltadas para cima e a noite para baixo.

A maioria dos gestos possui apenas um desses aspectos, mas há aqueles que abrangem os três aspectos. Por exemplo, o Shiva mudrá que é reflexológico, como já foi explicado, simbólico representando Shiva e também magnético por respeitar a polaridade dos corpos dos homens e das mulheres sendo feito de maneira diferente para cada pessoa dependendo do sexo.

OS CÓDIGOS DAS EGRÉGORAS

Todo o agrupamento humano possui códigos peculiares. Os artistas os têm, os músicos também, os bebedores de vinho, os atletas, os cientistas, os ricos, os intelectuais, enfim se existe mais de duas pessoas com o mesmo propósito, ali há trejeitos específicos daquela egrégora. Conhecê-los, é uma inteligente atitude para quem deseja se desenvolver mais rapidamente em algum assunto. Ao experimentar esses códigos subliminares das pessoas que são melhores que você no que você deseja se aprimorar, você passará a pensar mais claramente sobre o assunto e extrair aprendizados que passam despercebidos por aqueles que não conhecem tais códigos.
Por exemplo, se um experiente investidor lhe diz que a melhor hora para comprar uma ação é no início da LTA, caso você não conheça esse termo, a dica passará batida e em poucos minutos você a esquecerá. Mas, se reconhece os códigos dos investidores do mercado financeiro sabe que LTA significa linha de tendência de alta e o que ele quis dizer foi que o melhor momento é quando o mercado pára de cair e inicia uma troca de tendência. Por saber este jargão, você pode ir para frente do computador, analisar os gráficos e ver se o que ele falou se comprova na prática. Caso positivo, a partir de uma frase despretensiosa, você pode tornar-se milionário, só porque conhecia os termos desse grupo de pessoas.

Os mudrás são o primeiro código dos yôgins que o praticante trava contato. Quando profundamente vivenciados, se tornam um catalisador de evolução, pois colocam o praticante em contato direto com a sabedoria que está acumulada no setor do inconsciente coletivo que está o Yôga.

Podemos criar uma analogia com uma visita à uma imensa biblioteca que armazena todas informações dos seres-humanos desde de seu aparecimento na terra. Imensos portais protegem a sabedoria dos simples curiosos. Ao encontrar a que possui – o conhecimento desta milenar filosofia – após de tentar entrar e ver que a porta está trancada, uma voz de um ancião lhe pergunta – Qual a senha? – E você mostra o shiva mudrá, a porta se abre e agora você tem acesso a esse manancial de conhecimento.

Claro que se o praticante se limitar a execução dos gestos, não continuará avançando.
Eles são apenas o primeiro passo, a chave para acessar os setores do inconsciente coletivo onde estão armazenados os conhecimentos dos mestres ancestrais. Após a vivência dos gestos, o praticante que quer se aprofundar mais, precisa conhecer os outros hábitos dos yôgins, tais como alimentação, tipo de leitura, forma de se relacionar com as pessoas, etc. Esses códigos mais comportamentais são aprendidos apenas através da convivência com yôgins mais antigos e contribuirão ainda mais com o desenvolvimento do praticante.

AS MÃOS E A EVOLUÇÃO

A importância das mãos no desenvolvimento humano nunca recebeu a atenção que merece. Lembremo-nos que não foi nosso cérebro que espontaneamente aprimorou suas funções e nos fez mais inteligentes que os outros animais. O processo foi inverso, começando quando ensaiamos movimentos mais elaborados com nossos dedos, principalmente o polegar. Isto produziu a necessidade de associações neurológicas também mais aprimoradas. A partir daí nossas sinapses se desenvolveram e possibilitaram a criação de ferramentas para caça, pesca e outras necessidades, posteriormente toda a civilização como conhecemos hoje.

Intuitivamente, os antigos sabiam da importância das mãos no desenvolvimento humano, e não foi por acaso que colocaram os mudrás – a ampliação da consciência das mãos – como primeira parte da prática. Se o Yôga tem como meta a evolução de 1 milhão de anos em uma década, nada melhor para isso do que usar uma atitude que já deu certo no passado, dar mais valor e depositar mais consciência nas mãos.

O SURGIMENTO DO YÔGA A PARTIR DO MUDRÁS

Talvez o Yôga tenha surgido a partir dos gestos. Pode-se imaginar Shiva, após se deparar com um deslumbrante pôr-do-sol sendo profundamente tocado por aquele momento. Sua aguçada sensibilidade, o fez desfrutar daquela belíssima paisagem com todo o seu corpo. Sentado, espontaneamente sentiu necessidade de marcar aquele momento com algum movimento, talvez, um gesto. E assim o fez. Registrou o estado de consciência, para que sempre que quisesse reviver aquela magnífica experiência poderia usar o gesto como recurso.

Após a experiência, o bailarino começou a perceber que pequenas modificações nos dedos o remetiam a outros estados de consciência e também a forma como a energia percorre nosso corpo e que determinados gestos possibilitam a manipulação dessa energia. Também começou a colocar mais atenção nos gestos quando fazia sua dança e a melhorava mais e mais. Por fim, descobriu a interferência dos gestos na supressão da instabilidade da consciência e meditou. O resto é historia ou mito…

Púrusha

Post por admin no dia 15 September, 2009, às 20:50

purusha

Por Daniel De Nardi

Segundo o Sámkhya, filosofia especulativa naturalista que surgiu na Índia há 5000 anos, existia no início do cosmos apenas uma partícula condensada de consciência, que eles chamaram de Púrusha, que se traduz por homem.

Essa essência absoluta não era afetada pelas dualidades que vivemos em nossas vidas. Para ele não existia certo nem errado, claro ou escuro ele somente observava e simplesmente era, não interagia, nem era afetado por coisa alguma. Para o Púrusha os conceitos não se dividiam em pares de opostos, ele permanecia sendo o que era eternamente em todos os lugares que existiam. Em um determinado momento, essa essência de consciência sentiu necessidade de se manifestar.

Nenhum texto relata a razão pela qual esse Púrusha que era livre, perene, estático e apenas observava, sentiu essa vontade de modificação e nem quando isso ocorreu. Temos que aceitar o fato que alguns acontecimentos vão além do que nossa mente racional pode compreender, e aceitar que simplesmente assim foi. Tanto o Sámkhya quanto o Yôga não se preocupam em responder tais questões e sim libertar o EU de tal relação. O profano não consegue perceber que seu Púrusha é estável e que apenas observa. Ele se depara constantemente com a agitação do seu emocional e não pode conceber que há por trás disto um ser perene e eterno, inabalável pelas situações externas.

O Púrusha reflete-se nas emoções e nos pensamentos, muito embora ela seja essencialmente diferente deles. Tal relação cria a maior de todas as ignorâncias, a confusão do ser com o não-ser, em outras palavras da Prakriti com o Púrusha. O que ocorre é que o reflexo do Púrusha parece agitar-se quando se envolve com a Prakriti, assim como o reflexo da lua vista na água do mar faz parecer que ela se movimenta constantemente.

Muito embora o SER não faça parte da Natureza, ele se manifesta através da consciência que servirá sempre como uma bússola nos conduzindo para o que nos fará sentirmos melhor e mais perto da libertação. Quando somos crianças nos sentimos mais perto desta manifestação real do EU. A educação e a convivência com outras pessoas vão fazendo com que nos distanciemos daquilo que realmente somos e isso invariavelmente gera dor. Dor esta que será um forte alerta de que estamos nos distanciando de nossa essência. Quanto mais dor, mais longe estamos do nosso EU. No entanto, o motivo é realmente intrigante.

Por que esse Púrusha, livre e desimpedido acabou gerando algo que modificou totalmente a existência do universo e ainda o prendeu em tal criação? Como esse tipo de consciência está muito acima de nosso intelecto é impossível entender tal conceito por meio de uma ferramenta racional. O compreenderemos em absoluto apenas quando atingirmos um nível muito elevado de lucidez, onde não há tanta interferência dos fenômenos e assim se torna possível compreendê-lo na totalidade. O que nossa razão pode por ora fazer são especulações que apenas nos aproximarão das constatações feitas pelos antigos sábios sobre as origens do universo.

Entenderemos tudo isto, apenas através de nossa intuição, estado de consciência situado acima da mente.

Poema ao Púrusha

“Vem da sua alma o que é perene.

Um arco-íris que fica e uma encantadora beleza que penetra.

Passa longe da sua existência o que se esvai o que estraga e extingue-se.

A desgastante instabilidade não existe, e dá lugar a um deleite de SER e não de ter ou estar.

Estar ao seu lado é travar contato com o que de mais perfeito a natureza conseguiu manifestar.

Ou estarão tais atributos de SER acima dela mesma?

Não me importarei ou conseguirei desvendar tamanho mistério, me gratifico apenas em me aproximar e existir ao lado teu.”

Relação Mestre e discípulo

Post por admin no dia 9 September, 2009, às 18:49

metodo derose itaim

Por Renata Junqueira

A relação entre Mestre e discípulo surgiu no Oriente, e vem sido respeitada nessa parte do globo há mais de 5.000 anos. Essa relação de carinho, respeito e lealdade muitas vezes é mal interpretada no Ocidente, principalmente quando atrelada ao Yôga. Isso ocorre por pura falta de informação e preconceito, já que a reverência que há por um Mestre de artes marciais é bem aceita e vista até como um ato nobre e de disciplina. Porém, tratando-se de um Mestre de Yôga os ocidentais adotam uma conotação negativa de autoritarismo e idolatria.

Para continuar a leitura clique aqui – A ARTE DE BEM VIVER

Receita Chai

Post por admin no dia 2 September, 2009, às 19:41

DeRose_chai

Aprenda a fazer o chá indiano que, há mais de vinte anos, servimos para os nossos alunos e amigos.

Ingredientes:

2 litros de água mineral
1/2 copo de açúcar refinado
2 paus de canela
1 copo de gengibre ralado
1/2 copo de leite em pó (Ninho)
2 colheres de chá preto inglês
5 sementes de cardamomo

Modo de preparo:

1. Medir 2 litros de água.
2. Separar 200ml de água para diluir o leite.
3. O restante, pôr para ferver.
4. pôr as sementes de cardamomo no pilão e triturar.
5. Lavar e ralar o gengibre.
6. Pôr o açúcar e a canela em uma panela e levar ao fogo. Utilizando uma colher de pau, mexer até ter uma calda.
7. Adicionar o gengibre e misturar bem.
8. Acrescentar a água pré-aquecida e o cardamomo.
9. Deixar ferver. Após a fervura, baixar o fogo e aguardar cinco minutos.
10. Diluir o leite e adicioná-lo, deixando aquecer por mais um minuto.
11. Desligar o fogo e adicionar as duas colheres de chá preto. Aguardar um minuto.
12. Verificar se a garrafa térmica está pronta para receber o chai.
13. Coar o chai na peneira, depois no filtro e experimentar.
14. Utilizando o funil, pôr o chái na garrafa térmica.

Observação: O chai só estará completo quando a cozinha estiver limpa, organizada e as louças guardadas.