Yôga nas empresas

Você já se imaginou praticando Yôga dentro de seu ambiente de trabalho?
Com terno e a frente do seu computador?
Se essa pergunta fosse feita há alguns anos com certeza a resposta seria não. Entretanto os instrutores da Uni-Yôga (União Nacional de Yôga) vem quebrando esse paradigma e instituindo esse tipo de prática em grandes corporações. Hoje, empresas como Itaú, Telefônica, Hamburg Süd e outras já possuem essa prática no dia-a-dia de seus administradores.
“O maior benefício que os colaboradores da Hamburg Süd/Aliança vêm obtendo com as aulas de Yôga é a descoberta de seus limites atuais, físicos e mentais, e a consciência de que precisam superá-los para obter mais qualidade de vida, dentro e fora do trabalho” diz Marco Antonio Gomes, Gerente de Recursos Humanos da Hamburg Süd e introdutor desse método em sua empresa.
Quando as empresas surgiram, na era industrial, o ser humano era visto como apenas mais uma peça nessa grande engrenagem que é uma indústria. Com o passar do tempo as companhias foram se igualando em termos de recursos tecnológicos, financeiros e logísticos o grande diferencial passou a ser os recursos humanos. Hoje são as pessoas que podem fazer toda a diferença para tornar uma empresa campeã.
Apenas as empresas que possuem equipes motivadas podem se destacar em um mercado tão competitivo. Essa importância dada para o bem-estar dos funcionários vem crescendo bastante, mas ainda é um movimento bem recente. Antigamente o único valor do executivo era seu resultado de curto prazo e isso prejudicou a saúde de toda uma geração que ocupa a alta gerência. Segundo pesquisa publicada na Revista Exame, um estudo de um hospital paulista com mais de 4 mil executivos revelou: se a empresa vai bem, eles vão mal. Segundo a pesquisa, de cada 10 executivos, 7 são ansiosos, estressados e sedentários.
A conseqüência disso é que, segundo José Pastore, sociólogo, especialista em relações do trabalho e desenvolvimento institucional e professor da USP, só o governo brasileiro gasta cerca de 20 bilhões de reais com acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, e as empresas despendem mais 15 bilhões ao ano.
Para reduzir esse quadro alarmante as corporações de ponta começaram a introduzir as técnicas do Yôga dentro do ambiente de trabalho. Assim o executivo não precisa perder tempo com a troca de roupas ou com o deslocamento. A conseqüência foi a redução do stress e o aumento do desempenho. Segundo o instrutor Daniel De Nardi, um dos principais difusores deste movimento nas empresas, “O Yôga ensina como respirar corretamente, como trabalhar o corpo de uma forma biológica e como concentrar-se mais. Isso faz com que o praticante melhore sua performance em tudo o que faz.”
Os grandes diferenciais que as companhias têm percebido deste trabalho para as demais modalidades laborais é que o Yôga, por ser uma prática muito antiga, possui em seu acervo uma enorme quantidade de técnicas que possibilitam ao professor variar bastante. A repetição das aulas na ginástica laboral é uma das principais reclamações dos funcionários. Outra importante colaboração da prática indiana é que a sua atuação não se limita à esfera corporal. Como a técnica envolve respiração consciente, técnicas corporais biológicas e meditação ela vai trabalhar além do físico, o emocional, o mental e até o intuicional de seus adeptos e tudo isso com 20 minutos diários em seu próprio local de trabalho.
Vemos no Yôga laboral uma ótima oportunidade para quem quer introduzir um programa de qualidade de vida em sua empresa ou para aqueles que já tentaram outras modalidades sem sucesso. Essa prática vem nos ensinar um pouco o que os Indianos possuem que tem tanto lhes diferenciado no mundo competitivo.







