Karma

Por Daniel De Nardi
A lei universal de causa e efeito que os hindus chamam de karma sempre fez parte do conhecimento intrínseco do ser humano. Aqui no ocidente, este conceito é exemplificado pela famosa expressão “colherás aquilo que plantou”. E como toda ação gera uma reação, nosso destino vai sendo traçado cotidianamente de maneira bem mais previsível que imaginamos.
Se queremos mudar o rumo de algum aspecto da nossa vida, temos que antes de mais nada, conhecermos os fatores que motivam nossas ações.
Agimos intimamente influenciados por aquilo que nos dá prazer ou pela possibilidade de uma recompensa futura que produzirá este tipo de sensação. Do mesmo modo, evitamos o que gera dor. No entanto, quando somos crianças, o bom e o ruim ainda são bastante subjetivos. Com o tempo, estes conceitos passam a ser moldados pelos nossos educadores e mais adiante pelos colegas de trabalho. Sendo assim, o meio cultural que convivemos determina a avaliação de boa parte dos nossos sentidos, e conseqüentemente das nossas ações que determinarão nosso destino.
Sabendo da influência que estes dois grupos têm em nossas atitudes cotidianas, podemos ter uma boa noção da direção de diferentes aspectos da nossa vida se nos compararmos com eles. Afinal, como agimos sob a influência de sensações condicionadas, teremos um futuro bastante parecido com o daqueles que nos condicionaram. Por isto, desejando saber como estará sua saúde daqui 10, 20 ou 30 anos, basta fazer uma média entre familiares e colegas de profissão que possuem a idade na qual você deseja pesquisar. O mesmo vale para conta bancária, tipo de relacionamento e cultura adquirida.
Se tivermos consciência deste fato, não teremos nossa vida presa a um determinismo permanente. Para mudar nosso destino, precisamos mudar as ações (condicionadas) que realizamos cotidianamente e que estão nos levando para a mesma direção dos nosso pais e colegas de trabalho. Temos em nossas mãos uma incrível ferramenta para modificar nosso futuro se fizermos reflexões como estas. Minha cintura tende a estar deste tamanho A NÃO SER QUE…
Este A NÃO SER QUE… que fiz questão de frisar é a grande chave para uma mudança do nosso destino. É este tipo de reflexão que, sendo transformada em ação, mudará efetivamente o nosso rumo.
Estarei com esta qualidade na minha saúde aos 30 anos, A NÃO SER QUE… comece a dormir mais e me permitir algumas horas de lazer semanais.
Estarei com esta circunferência na cintura aos 40 anos, A NÃO SER QUE… comece a cuidar mais da minha alimentação e fazer alguma técnica corporal.
Estarei com este patrimônio acumulado aos 50 anos, A NÃO SER QUE… poupe 10% do que eu ganhe e invista em imóveis ou mude de profissão.
Os exemplos citados acima são todos muito óbvios, mas é esta obviedade que nos conduz, como cantou Elis Regina “a sermos os mesmos e vivermos como os nosso pais.”
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