A arte de contemplar a vida

Post por admin no dia 26 October, 2009, às 17:05

contemplar a vida

Por Daniel De Nardi

A contemplação é um ato que acompanha o ser humano desde tempos remotos. Os povos sedentários – que habitavam um único terreno e nele permaneciam por muito tempo – possuíam este importante hábito. Uma vez que não pretendiam se deslocar, dispunham do tempo que precisassem para se deslumbrar com as maravilhas do mundo.

Observando por um longo período tudo o que estava à sua volta, os antigos conseguiam atingir uma percepção mais aguçada do Universo. Pois chegar à essência das coisas depende de muita atenção focada sem ser influenciado por qualquer outro estímulo.

A cultura da contemplação começou a ser prejudicada a partir do momento em que os povos nômades foram ganhando mais espaço na Terra, entre 4400 e 2900 a.C. época em que os agricultores da Mesopotâmia, Egito e Noroeste da Índia sofreram três invasões de pastores das estepes ou povo Kurgo. Estabelecendo-se nos locais apenas o tempo em que as reservas naturais preenchessem suas necessidades, esses ambulantes não pensavam no longo prazo, seja para construir uma civilização ou muito menos para gerar riquezas e tecnologias. Preferiam adotar uma atitude mesquinha de tomar dos que não eram exímios na arte bélica. E foi justamente essa necessidade de deslocamento dos povos o primeiro motivo que fez a pressão do Tempo interferir em nossas atitudes cotidianas.

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http://www.livrepensardoyoga.com/2008/07/arte-de-contemplar-vida.html

Púrusha

Post por admin no dia 15 September, 2009, às 20:50

purusha

Por Daniel De Nardi

Segundo o Sámkhya, filosofia especulativa naturalista que surgiu na Índia há 5000 anos, existia no início do cosmos apenas uma partícula condensada de consciência, que eles chamaram de Púrusha, que se traduz por homem.

Essa essência absoluta não era afetada pelas dualidades que vivemos em nossas vidas. Para ele não existia certo nem errado, claro ou escuro ele somente observava e simplesmente era, não interagia, nem era afetado por coisa alguma. Para o Púrusha os conceitos não se dividiam em pares de opostos, ele permanecia sendo o que era eternamente em todos os lugares que existiam. Em um determinado momento, essa essência de consciência sentiu necessidade de se manifestar.

Nenhum texto relata a razão pela qual esse Púrusha que era livre, perene, estático e apenas observava, sentiu essa vontade de modificação e nem quando isso ocorreu. Temos que aceitar o fato que alguns acontecimentos vão além do que nossa mente racional pode compreender, e aceitar que simplesmente assim foi. Tanto o Sámkhya quanto o Yôga não se preocupam em responder tais questões e sim libertar o EU de tal relação. O profano não consegue perceber que seu Púrusha é estável e que apenas observa. Ele se depara constantemente com a agitação do seu emocional e não pode conceber que há por trás disto um ser perene e eterno, inabalável pelas situações externas.

O Púrusha reflete-se nas emoções e nos pensamentos, muito embora ela seja essencialmente diferente deles. Tal relação cria a maior de todas as ignorâncias, a confusão do ser com o não-ser, em outras palavras da Prakriti com o Púrusha. O que ocorre é que o reflexo do Púrusha parece agitar-se quando se envolve com a Prakriti, assim como o reflexo da lua vista na água do mar faz parecer que ela se movimenta constantemente.

Muito embora o SER não faça parte da Natureza, ele se manifesta através da consciência que servirá sempre como uma bússola nos conduzindo para o que nos fará sentirmos melhor e mais perto da libertação. Quando somos crianças nos sentimos mais perto desta manifestação real do EU. A educação e a convivência com outras pessoas vão fazendo com que nos distanciemos daquilo que realmente somos e isso invariavelmente gera dor. Dor esta que será um forte alerta de que estamos nos distanciando de nossa essência. Quanto mais dor, mais longe estamos do nosso EU. No entanto, o motivo é realmente intrigante.

Por que esse Púrusha, livre e desimpedido acabou gerando algo que modificou totalmente a existência do universo e ainda o prendeu em tal criação? Como esse tipo de consciência está muito acima de nosso intelecto é impossível entender tal conceito por meio de uma ferramenta racional. O compreenderemos em absoluto apenas quando atingirmos um nível muito elevado de lucidez, onde não há tanta interferência dos fenômenos e assim se torna possível compreendê-lo na totalidade. O que nossa razão pode por ora fazer são especulações que apenas nos aproximarão das constatações feitas pelos antigos sábios sobre as origens do universo.

Entenderemos tudo isto, apenas através de nossa intuição, estado de consciência situado acima da mente.

Poema ao Púrusha

“Vem da sua alma o que é perene.

Um arco-íris que fica e uma encantadora beleza que penetra.

Passa longe da sua existência o que se esvai o que estraga e extingue-se.

A desgastante instabilidade não existe, e dá lugar a um deleite de SER e não de ter ou estar.

Estar ao seu lado é travar contato com o que de mais perfeito a natureza conseguiu manifestar.

Ou estarão tais atributos de SER acima dela mesma?

Não me importarei ou conseguirei desvendar tamanho mistério, me gratifico apenas em me aproximar e existir ao lado teu.”

Zen essa!

Post por admin no dia 18 August, 2009, às 20:37

zenessa Por Renata Junqueira

Eu nunca entendi por que toda vez que eu dizia ser instrutora de Yôga as pessoas me olhavam, faziam uma cara estranha, uniam as palmas das mãos e diziam – Ahh, por isso que você é meio zeeeen!
Zen, eu? Até parava para pensar alguns instantes tentando achar alguma semelhança. Mas sinceramente, nunca encontrei.

Mas então porque zen?

Maldita praga do paradigman ambulante e da desinformacionite aguda. Os ocidentais tendem a achar que tudo o que vem do oriente é a mesma coisa. Taichi, mocha, dô in, ayurvêda, zen, Yôga, Budismo, Hinduísmo…tudo oriental. Pode-se misturar tudo, bater no liquidificador, colocar para assar e isso vai resultar em uma única palavra: ZEN. Só se for ZeNoção do que você está falando.

Desculpe acabar com sua ilusão, mas o oriente não é um lugar só e muito menos tem uma cultura homogênea. Estão inclusos no oriente; a China, o Japão, a Índia, os Emirados Árabes, a Rússia, a Turquia etc. Cada qual com seu povo, sua cultura, sua religião, seu costume e sua língua.

Zen é uma variedade do Budismo japonês e se originou não tem nem 3.000 anos. Yôga faz parte do Hinduísmo e tem sua origem há mais de 5.000 anos. Além disso, o Budismo é considerado uma heresia do Hinduísmo, isto é, a doutrina budista contesta o Hinduísmo. Resumindo, eles no mínimo discordam um do outro.

O que será que eles tem em comum então? A proposta? Não. A filosofia? Não. A origem? Não. A prática? Não. A cultura? Não Pelo menos a finalidade eles tem em comum não é mesmo? Não.

Pois é, nada em comum mesmo. Mas agora você já sabe. Yôga é Yôga, Zen é Zen. Ambos são diferentes entre si como física e educação física.

Nada contra o zen e o Budismo, mas…o que eu que faço Yôga tenho a ver com isso?

Não é sua culpa fazer essa confusão. Nossa sociedade moderna se apropriou do nome Yôga e foi adaptando seu conteúdo original de acordo com as limitações da nossa cultura e transformando-o segundo as necessidades dos nossos tempos. Isso chegou ao extremo ponto de desassociar completamente o Yôga com suas raízes, como se chamássemos de balet uma luta marcial contemporânea para homens. Percebe o tamanho da deturpação? Com o Yôga é a mesma coisa.
Místico, terapêutico, relaxante, seita, ginástica, massagem, são apenas alguns atributos deturpados que se associam ao Yôga.

É por essas e outras que procuro tirar a palavra Yôga do meu vocabulário. Hoje quando me perguntam qual é a minha profissão digo que sou Instrutora do Método DeRose. Ai ninguém faz confusão, afinal quem conhece sabe, o Método DeRose é outra coisa.

Acesse o site da instrutora do Método DeROSE Renata Junqueira ArteDeBemViver.

Apoiamos a Campanha do Agasalho

Post por admin no dia 4 August, 2009, às 13:03

jose serra e derose

Trecho extraído do site YÔGAPRESS

” José Serra, atual governador do Estado de São Paulo, esteve presente na cerimônia de encerramento da Campanha do Agasalho, promovida pelo Fundo Social de Solidariedade e realizada na tarde de hoje, 29/7, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

A Rede DeRose participa ativamente do processo de arrecadações para o Fundo de Solidariedade desde 2004, tendo as Unidades credenciadas como postos de arrecadação todos os anos.”

DeROSE e os instrutores do Método DeROSE

Participe! Últimas vagas.

Post por admin no dia 20 July, 2009, às 11:06

introdução ao Yôga Antigo

Novo site Yôga 10!

Post por admin no dia 1 July, 2009, às 17:39

Yôga 10

Acesse o link Yôga 10.

Descubra qual é a cara do Yôga que é 10 para você.